sábado, 24 de julho de 2010

CONSULTA ELETRÔNICA


A internet foi uma das principais revoluções tecnológicas ocorridas nos últimos anos, aumentando significativamente a quantidade de informação em um curto espaço de tempo, inovando os meios de comunicação.

Atualmente, muitas pessoas, inclusive, escritórios de advocacia, advogados, juízes e promotores comunicam-se, expressam suas idéias e interagem entre si através de várias ferramentas disponibilizadas pela internet, tais como páginas pessoais (blogs), microblogging (twitter) e sites de relacionamento (orkut, facebook).

Em meio a este oceano de informações, existe uma grande procura de auxílio em sites para solução de conflitos jurídicos, ao invés de procurarem um advogado de sua confiança, encontrando muitas vezes respostas prestadas por pessoas sem qualificação adequada que se apresentam como se advogados fossem, causando prejuízos tanto para aquele que buscou este auxílio quanto para a imagem do advogado.

Alguns exemplos onde isto acontece você confere aqui, aqui e aqui.

Você como jovem advogado, o que acha destes “pareceres” dados por pessoas que muitas vezes se passam por um profissional qualificado? Comente, dê a sua contribuição.

Altair Rodrigues Pires de Paula

5 comentários:

  1. Absurdo. A OAB deveria intervir nesses casos... esse tipo de "consultoria" é antiético e absurdo... pior são os que buscam informações por esses sites...
    o barato, sempre, sai caro.

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  2. A OAB deveria, sim, intervir nesses casos. Mas nem assim isso teria fim! O ideal seria alertar as pessoas para os riscos de levar a sério tudo o que se lê na internet. De conselhos jurídicos a diagnósticos médicos, tem gente que acha que encontra tudo o que precisa aqui, e geralmente se dá muito mal!

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  3. Consulta por meios eletrônicos por profissionais não capacitados é de fato preocupante. No entanto, a função social do advogado pode ser observada na prática com as ferramentas da internet, como blog e twitter, onde pode ser postada matéria relevante para milhares de pessoas. Consulta para casos concretos e específicos merecem maior cuidado e atenção. É importante saber usar os instrumentos disponíveis e saber que há limitação para realizar consulta propriamente dita, tendo em vista que é fundamental a conversa cliente-advogado.

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  4. A OAB somos nós, gente.. não nós do Nucleo Jovem, mas nós, advogados. É preciso acabar com essas "pseudo consultas" através de ações que efetivamente funcionem. É necessário que, principalmente, o jovem advogado esteja preparado para expor o saber jurídico, sanando as dúvidas da população. O advogado precisa estar aberto ao estudo. Será extremamente fácil exterminar o advogado não capacitado quando nós próprios soubermos levar o direito aos leigos de forma responsável!

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  5. Muitas pessoas se deixam levar pelo que seja mais barato, buscando muitas vezes auxílio em fontes nada confiáveis, isto acontece não só na advocacia, como em outras atividades. A postura das pessoas que tentam auxiliar estes desinformados deveria ser punida, tanto pelo órgão regulador da atividade como pelo Poder Público, haja vista, que muitas vezes são pessoas desqualificadas para prestar tais informações.
    Só para constar, este artigo foi o mais comentado do blog até agora. rs

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