segunda-feira, 22 de agosto de 2016

O direito à Aposentadoria Especial

A aposentadoria especial é um benefício previdenciário previsto no art. 201, § 1º da Constituição Federal, destinado aos segurados que exercem as suas atividades laborais expostos aos agentes nocivos químicos, físicos, biológicos, ou mesmo sob a presença da eletricidade, com tensão superior a 250 Volts.
É uma espécie do gênero da aposentadoria por tempo de serviço, pois possui características próprias, tais como a contagem diferenciada de tempo de serviço, bem como a não incidência do fator previdenciário para fins de valor de benefício.
Esse benefício é uma forma de proteção aos segurados que submetem à sua saúde e integridade física às condições especiais presentes no ambiente laboral, pois se presta a reparar financeiramente os desgastes causados pela exposição aos agentes nocivos.
Para o segurado adquirir a aposentadoria especial, é necessário que seja comprovada a presença dos agentes nocivos no ambiente laboral durante 15 (quinze), 20 (vinte) ou 25 (vinte e cinco) anos, bem como possuir a carência de 180 (cento e oitenta) meses, conforme a exigência prevista nos artigos 57 e 58 da Lei 8.213/1991.
O uso dos equipamentos de proteção individual (EPI) não esgota a possibilidade de alcançar a aposentadoria especial, pois embora sejam utilizados pelo segurado, ainda assim as condições especiais de trabalho podem estar presentes,em decorrência da tamanha agressividade dos agentes nocivos.
Nesse sentido, não se pode olvidar que em recente decisão o Supremo Tribunal Federal (STF)abordou o posicionamento de que os equipamentos de proteção não possuem o condão de neutralizar a exposição ao agente nocivo físico ruído acima dos limites de tolerância:

RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CONSTITUCIONAL PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL. ART. 201, § 1º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. REQUISITOS DE CARACTERIZAÇÃO. TEMPO DE SERVIÇO PRESTADO SOB CONDIÇÕES NOCIVAS. FORNECIMENTO DE EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI. TEMA COM REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA PELO PLENÁRIO VIRTUAL. EFETIVA EXPOSIÇÃO A AGENTES NOCIVOS À SAÚDE. NEUTRALIZAÇÃO DA RELAÇÃO NOCIVA ENTRE O AGENTE INSALUBRE E O TRABALHADOR. COMPROVAÇÃO NO PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDENCIÁRIO PPP OU SIMILAR. NÃO CARACTERIZAÇÃO DOS PRESSUPOSTOS HÁBEIS À CONCESSÃO DE APOSENTADORIA ESPECIAL. CASO CONCRETO. AGENTE NOCIVO RUÍDO. UTILIZAÇÃO DE EPI. EFICÁCIA. REDUÇÃO DA NOCIVIDADE. CENÁRIO ATUAL. IMPOSSIBILIDADE DE NEUTRALIZAÇÃO. NÃO DESCARACTERIZAÇÃO DAS CONDIÇÕES PREJUDICIAIS. BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO DEVIDO. AGRAVO CONHECIDO PARA NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
(...) 12. In casu, tratando-se especificamente do agente nocivo ruído, desde que em limites acima do limite legal, constata-se que, apesar do uso de Equipamento de Proteção Individual (protetor auricular) reduzir a agressividade do ruído a um nível tolerável, até no mesmo patamar da normalidade, a potência do som em tais ambientes causa danos ao organismo que vão muito além daqueles relacionados à perda das funções auditivas. O benefício previsto neste artigo será financiado com os recursos provenientes da contribuição de que trata o inciso II do art. 22 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, cujas alíquotas serão acrescidas de doze, nove ou seis pontos percentuais, conforme a atividade exercida pelo segurado a serviço da empresa permita a concessão de aposentadoria especial após quinze, vinte ou vinte e cinco anos de contribuição, respectivamente. O benefício previsto neste artigo será financiado com os recursos provenientes da contribuição de que trata o inciso II do art. 22 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, cujas alíquotas serão acrescidas de doze, nove ou seis pontos percentuais, conforme a atividade exercida pelo segurado a serviço da empresa permita a concessão de aposentadoria especial após quinze, vinte ou vinte e cinco anos de contribuição, respectivamente. 13. Ainda que se pudesse aceitar que o problema causado pela exposição ao ruído relacionasse apenas à perda das funções auditivas, o que indubitavelmente não é o caso, é certo que não se pode garantir uma eficácia real na eliminação dos efeitos do agente nocivo ruído com a simples utilização de EPI, pois são inúmeros os fatores que influenciam na sua efetividade, dentro dos quais muitos são impassíveis de um controle efetivo, tanto pelas empresas, quanto pelos trabalhadores. 14. Desse modo, a segunda tese fixada neste Recurso Extraordinário é a seguinte: na hipótese de exposição do trabalhador a ruído acima dos limites legais de tolerância, a declaração do empregador, no âmbito do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), no sentido da eficácia do Equipamento de Proteção Individual - EPI, não descaracteriza o tempo de serviço especial para aposentadoria.15. Agravo conhecido para negar provimento ao Recurso Extraordinário.

(ARE 664335, Relator(a):  Min. LUIZ FUX, Tribunal Pleno, julgado em 04/12/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-029 DIVULG 11-02-2015 PUBLIC 12-02-2015).

Posto isso, o seguradoque exercer suas atividades laborais sob a presença dos agentes nocivos,tem a opção de buscar por meio do benefício previdenciário da aposentadoria especial o reparo que não lhe foi oportunizado no ambiente de trabalho.
Para tanto, basta comprovar junto ao Instituto Nacionalde Seguro Social (INSS) os requisitos previstos nos artigos 57 e 58 da Lei 8.213/1991. Caso haja a negativa da Autarquia Previdenciária, embora se tenha alcançado as condições necessárias, a via judicial é a alternativa para que o segurado seja amparado.


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Aline Fernanda Rodrigues - OAB/PR 73.775
Membro do Núcleo OAB Jovem

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A ADVOCACIA COLABORATIVA COMO SOLUÇÃO NÃO ADVERSARIAL DOS CONFLITOS FAMILIARES

É comum ouvirmos que em demandas familiares todos perdem. São meses de desgaste do núcleo familiar e muitas vezes as soluções alcançadas não atendem aos anseios que motivaram a propositura da demanda e, mesmo exitosas, deixam a mácula da má gestão do conflito, que poderia ter sido tratado por meio de técnicas não adversariais.
As partes inflacionam o papel do magistrado e o que muitas vezes ocorre é a dissipação dos comandos judiciais, que sucumbem diante da tamanha complexidade das relações humanas. O efeito é desastroso: novas demandas para rediscutir o que já foi objeto de processo anterior. Ou, pior: a total descrença na Justiça pelo limitado alcance de sua intervenção.
A explicação é simples: os conflitos familiares são multifacetários. E por assim o serem, clamam por tratamentos multidisciplinares. As soluções estritamente jurídicas são incompletas e acabam por acumular novas frustrações na extensa lista de desventuras dos litigantes.
A advocacia colaborativa vem, então, recolocar o operador do direito na sua função de agente pacificador, insculpida no art. 2ª, inc. VI, do Código de Ética e Disciplina da OAB, aparando as arestas de um judiciário tomado por rancores latentes.
Idealizada pelo advogado norte americano Stuart Webb e posteriormente complementada e aperfeiçoada pela psicóloga Peggy Thomson, a ideia é simples: renuncia-se ao litígio, voltando-se todos os esforços para a celebração de um acordo sustentável para as partes, com a atuação de uma equipe multidisciplinar composta por psicólogos, advogados, consultores financeiros e demais profissionais que se façam necessários para a solução da contenda.
O ambiente colaborativo é destituído de qualquer feição de barganha, por força de um pacto de não litigância firmado pelos profissionais envolvidos. É essa a chave mestra para o sucesso da prática. Pelo documento, não sendo possível o acordo, os profissionais signatários não poderão patrocinar as partes em demanda contenciosa, devendo encaminhá-las a outros advogados. A condição consta de forma transparente nas procurações e nos contratos de prestação de serviço firmados.
Assim, a conduta equivocadamente beligerante do advogado cede espaço a uma postura de efetiva colaboração, uma vez que os patronos não mais representam ameaça mútua entre si. No mesmo passo, afasta-se eventual desconfiança dos clientes acerca das reais intenções dos envolvidos, na medida em que o litígio sequer é uma opção.
A interdisciplinaridade é igualmente fundamental para o sucesso da prática colaborativa, uma vez que permite o amplo tratamento do conflito, em suas multifacetas, permitindo “a transição de uma situação disfuncional para outra mais funcional, com a qual as pessoas possam efetivamente conviver[1]. Dessa maneira, evita-se que o seu potencial destrutivo seja detonado, o que resulta em soluções eficazes e duradouras.






[1] FÜRST, Olívia. Práticas colaborativas no direito de família


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Rafaela Teixeira da Costa - OAB/PR 70.884
Membro do Núcleo OAB Jovem

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Workshop do Núcleo Jovem

Vocês já estão sabendo sobre o workshop que acontecerá nos dias 16, 17 e 18 de agosto?



Como sempre mencionamos o objetivo do Núcleo Jovem, além de integrar os jovens advogados à classe, é poder colaborar em todos os aspectos possíveis no bom desenvolvimento de suas atividades profissionais.

Temos a consciência das dificuldades enfrentadas, e das dúvidas que surgem no começo do exercício da advocacia, e é pensando nisso que a comissão irá promover este mês o primeiro workshop do Núcleo Jovem, com a intenção de capacitar os advogados em início de carreira.

Sabe aquela velha dica que todos escutam de que “para passar no exame da ordem vale a pena estudar e gabaritar ética”?

De repente se torna fácil perceber que na prática tem gente se esquecendo do que estudou, não é mesmo? Rs.

Aí está um dos pequenos e bons motivos de participar deste evento!

Ou seja, serão esclarecidas questões além da matéria acadêmica, ressaltando-se os pontos importantes para a prática da advocacia nesse início de carreira.

Assim, serão três dias de evento, com dois temas por dia, visando esclarecer dúvidas e tentar orientar questões simples do dia a dia.

Confira a programação:

Dia 16/08 (terça-feira)
19:00 às 20:00 - Novo Código de Ética (Dr. Fabiano Nakamoto)
20:00 às 21:15 - Publicidade e propaganda na advocacia (Dr. Luis Guilherme Cassarotti)

Dia 17/08 (quarta-feira)
19:00 às 20:00 - Prospecção de clientes e 1º Atendimento (Dr. Augusto Rodrigo Gozze)
20:15 às 21:15 - Direitos e Prerrogativas (Dr. José Carlos Mancini Junior)


Dia 18/08 (quinta-feira)
19:00 às 20:00 - Constituição de Sociedade de Advogados (Dra. Sabrina Becue)
20:15 às 21:15 - Aspectos Tributários da Advocacia (Dr. Sérgio Aziz Ferrareto Neme)



As inscrições mal começaram e a aderência foi enorme, portanto se inscrevam, pois as vagas são limitadas e restam poucas!

Temos certeza que o conteúdo será muito útil para todos os participantes.

Lembrando que as inscrições podem ser feitas diretamente na secretaria OAB Londrina, pelo telefone (43) 3294-5900 ou pelo email: secretaria.londrina@oabpr.org.br.


Esperamos por vocês...

sábado, 6 de agosto de 2016

Bloqueio do whatsapp: Privacidade x Interesse Público

As redes sociais e aplicativos de comunicação, atualmente, são meios essenciais no cotidiano das pessoas, e isso é fato notório e inegável. Da simples interação e bate papo, ao uso como fonte de publicidade, divulgação profissional, expansão comercial e meio de negociação.

Mas a partir daí surge um viés: até onde podemos disponibilizar e armazenar nossos dados e informações de forma privada, e qual a segurança que o sistema digital nos fornece?

Primeiramente, em um exemplo simples, é importante esclarecer que mesmo sem querer ou nos preocupar (ou até sem ler aqueles termos enormes que concordamos), acabamos fornecendo diversos dados pessoais para o sistema digital, através das redes sociais.

Basta você parar para perceber os anúncios que aparecem no seu Facebook, em pequenas janelas durante a navegação em algum site, ou até mesmo a localização em vários aplicativos de celular (aos usuários do Tinder e Pokémon Go, fica a dica, rs).

Mas a verdade é que as próprias empresas que operam as redes sociais acabam coletando informações que nós disponibilizamos (como nome, preferências, localização, idade etc.), a fim de personalizar a venda para seus anunciantes.

Ou seja, em que pese determinadas informações que disponibilizamos não sejam divulgadas de modo público, há pessoas que possuem sim acesso a elas.

Analisando-se deste modo, não parece haver um grave problema em relação a isso. Mas e quando as informações são sigilosas, referentes a grandes empresas? Ou possuem dados de contas bancárias?

Pensando nisso, o whatsapp criou uma chave de criptografia de ponta a ponta (já repararam naquela mensagem que aparece?)


É como se fosse um “cadeado” que protege as conversas e informações trocadas entre os usuários, de modo que só eles possam destrancá-las e ter acesso, impedindo até mesmo o próprio whatsapp de acessá-las.

E aí se inicia mais um questionamento: E quando as informações trocadas são criminosas ou quando há crimes virtuais?

É nesta batalha entre a importância da privacidade de dados e segurança digital, com o interesse público, que ainda se faz necessário um consenso.

Uma das questões mais conhecidas em relação a isso no Brasil tem sido o bloqueio do whatsapp por decisões judiciais.

No Brasil, desde o ano passado, houve bloqueio do aplicativo por quatro vezes através de decisões judiciais, tendo em vista que o Facebook/whatsapp (lembrando que as duas empresas são do mesmo dono) teriam descumprido determinações judiciais para que as empresas fornecessem informações de usuários, trocadas através dos aplicativos.

Nas ocasiões, as informações requeridas pelo juízo colaborariam em investigações criminais, e foram negadas pelas empresas. As decisões, então, foram baseadas na Lei nº 12.965/14, também conhecida como “Marco Civil da Internet”, que estabelece direitos e deveres para o uso da internet no Brasil, e que assegura sanções em caso de descumprimento da ordem judicial, senão vejamos:


Art. 10.  A guarda e a disponibilização dos registros de conexão e de acesso a aplicações de internet de que trata esta Lei, bem como de dados pessoais e do conteúdo de comunicações privadas, devem atender à preservação da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das partes direta ou indiretamente envolvidas.
§ 1o O provedor responsável pela guarda somente será obrigado a disponibilizar os registros mencionados no caput, de forma autônoma ou associados a dados pessoais ou a outras informações que possam contribuir para a identificação do usuário ou do terminal, mediante ordem judicial, na forma do disposto na Seção IV deste Capítulo, respeitado o disposto no art. 7o.
§ 2o O conteúdo das comunicações privadas somente poderá ser disponibilizado mediante ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer, respeitado o disposto nos incisos II e III do art. 7o.

Art. 12.  Sem prejuízo das demais sanções cíveis, criminais ou administrativas, as infrações às normas previstas nos arts. 10 e 11 ficam sujeitas, conforme o caso, às seguintes sanções, aplicadas de forma isolada ou cumulativa:
I - advertência, com indicação de prazo para adoção de medidas corretivas;
II - multa de até 10% (dez por cento) do faturamento do grupo econômico no Brasil no seu último exercício, excluídos os tributos, considerados a condição econômica do infrator e o princípio da proporcionalidade entre a gravidade da falta e a intensidade da sanção;
III - suspensão temporária das atividades que envolvam os atos previstos no art. 11; ou


No entanto, no último bloqueio ocorrido em julho deste ano, o Ministro Ricardo Lewandowski, presidente do STF deferiu liminar para suspender a decisão da juíza de Duque de Caxias/RJ que determinou o bloqueio do aplicativo.

Essa decisão se deu em ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), que foi ajuizada pelo PPS (Partido Popular Socialista), em relação ao bloqueio anterior, ocorrido em maio de 2016, pelo juízo da Vara Criminal de Lagarto/SE.

Em sua fundamentação, o ministro não entrou no mérito da atitude da empresa responsável pelo aplicativo, porém esclareceu que a decisão estaria lesando milhares de brasileiros que utilizam e necessitam do aplicativo para diversos fins, bem como estaria ferindo preceito fundamental da livre expressão e comunicação, veja um trecho da fundamentação, a saber:



“Ora, a suspensão do serviço do aplicativo WhatsApp, que permite a troca de mensagens instantâneas pela rede mundial de computadores, da forma abrangente como foi determinada, parece-me violar o preceito fundamental da liberdade de expressão aqui indicado, bem como a legislação de regência sobre o tema. Ademais, a extensão do bloqueio a todo o território nacional, afigura-se, quando menos, medida desproporcional ao motivo que lhe deu causa.
Sem adentrar no mérito do uso do aplicativo para fins ilícitos, é preciso destacar a importância desse tipo de comunicação até mesmo para intimação de despachos ou decisões judiciais, conforme noticiado pelo sítio eletrônico http://www.conjur.com.br/2016-fev-27/klaus-koplinurgente-intimacao-feita-whatsapp.”



Tem-se, portanto, que embora a legislação brasileira esteja caminhando para uma melhor regulamentação acerca da internet e dos seus meios de comunicação correlatos, a lei ainda deixa o assunto muito abrangente, de forma que o entendimento jurisprudencial passa a ficar com interpretações divergentes, sem uma estabilidade e segurança jurídica.

É claro que o interesse público em relação às informações requeridas em colaboração as investigações criminais devem ser atendidas, no entanto os meios para que isso aconteça não podem lesar terceiros.

Deve-se ater também à possibilidade ou não de se decodificar a chave de criptografia do whatsapp, visto que, conforme acima mencionado, os dados são protegidos para que nem mesmo o próprio aplicativo tenha acesso a estas informações. Mas essa é outra questão a ser abordada.

O que fica como ponto final deste raciocínio é: considerando todas as possibilidades fáticas, como ponderar os limites da privacidade garantindo a segurança digital?


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Graziella Yumi Ogaki Adao - OAB/PR 72.493
Membro do Núcleo OAB Jovem

quinta-feira, 28 de julho de 2016

II ARRAIÁ DO NÚCLEO JOVEM



Dia 02 de julho de 2016 foi realizado o II Arraiá do Núcleo Jovem da OAB Londrina!!!

  • O objetivo era a integração dos advogados, familiares e amigos da OAB Subseção Londrina.


E querem saber como foi essa festa??

Os convites à venda esgotaram, sendo que a festa contou com a presença de 150 pessoas, e aconteceu no Centro de Convivência do Advogado de Londrina:






Para que todos entrassem no "clima julino", os convidados foram devidamente trajados com o tema, e a decoração foi produzida e organizada em cada detalhe para que o ambiente se tornasse aconchegante e divertido:














E o que teve de bom??

- Incluso no valor do convite (R$ 35,00), a festa pode fornecer água, refrigerante, chopp, pipoca, cachorro quente, bolos, entre diversos outros quitutes típicos:






E claro, para animar a nossa festa, uma dupla sertaneja esteve presente:







A novidade deste ano, foi a idéia de trazermos mais entretenimento e integração para a festa. Então, a partir da ajuda de apoiadores, o arraiá teve venda de fichas para brincadeiras típicas, com prendas super legais, que agradaram o público do começo ao fim da festa:






Aproveitamos, então, para agradecer nossos apoiadores, que doaram diversos brindes para que esta idéia pudesse ser concretizada com tanto sucesso, nosso muito obrigado vai para:


- Bella Madre

- Salão Aline Santos

- Mundo Verde Catuaí

- Panificadora Rio Branco

- Star Plus Calçados

- Le Pinguê

- Atelier Rococó

- Nadar Fitness Aquático

- Papa Crock

- Facebela

- Turkas Lanchonete



Agradecemos ainda nossos patrocinadores, que colaboraram de forma expressiva, para que nossos planos fossem concretizados, quais sejam:



- OAB Londrina;

- Boussolé Gastrobar;

- Folks Pub Sertanejo;

- Padaria e Confeitaria Rio Branco;

- MC Cópias Alagoas;


E em especial à Caixa de Assistência dos Advogados do Paraná, através da Sra. Ilda, pela importante colaboração com todos os nossos eventos!!



A festa teve, inclusive, destaque na coluna social do Thiago Nassif, na Folha de Londrina:

"Com todos os convidados no clima da festa e vestidos a caráter, não faltou diversão no Arraiá do Núcleo Jovem da OAB-Londrina, realizado no último sábado no Centro de Convivência dos Advogados. Teve música das boas, comidas típicas e, claro, muitas brincadeiras."

http://www.folhadelondrina.com.br/?id_folha=2-1--472-20160706&tit=arraia+do+nucleo+jovem+da+oablondrina.


A cobertura de fotos completa do arraiá você também encontra disponível no site da OAB Londrina:

http://www.oablondrina.org.br/evento.php?id=97.


Por fim, agradecemos a todos os presentes, em especial à subcomissão do II Arraiá do Núcleo Jovem, através da coordenação da Dra. Drielly Coimbra.


Estamos tão felizes com o resultado da festa, que faremos mais uma edição esse mês! (É MENTIIIIIRA!! hahaha)

Mas já estamos ansiosos e aguardando a todos para a terceira edição, no ano que vem!!

Um beijo a todos, e muito obrigado!

terça-feira, 19 de julho de 2016

A guarda unilateral e o princípio do melhor interesse do menor

Partindo de um viés prático, as maiorias das relações matrimoniais visam constituir família, com filhos, patrimônio, harmonia e felicidade plena.
Ocorre que quando não temos mais condições de suprir o ideal de família, tão difundido pelos códigos atuais, especificamente pelos artigos 1565, 1566 IV do Código Civil, surge à necessidade de colocar fim a relação matrimonial, dividindo deveres, bens e obrigações.
O problema é quando a grande maioria dos casais confunde seu interesse particular com o interesse do menor em questão, inobservando os princípios que norteiam a tratativa dessa relação.
O atual Código Civil estabeleceu que a guarda será unilateral ou compartilhada. Neste cenário destaca-se que independentemente do regime de divisão de guarda a ser aplicado com fim da relação matrimonial, deve ser observado o equilíbrio das relações familiares e, sempre que possível, preponderar o princípio do melhor interesse do menor.
Todavia, quando nos referimos ao respectivo princípio, muitas pessoas, inclusive do meio técnico jurídico, confundem sua aplicabilidade, passando a falsa impressão que a criança deve ser apenas ouvida, optando por residir com um dos pais.
De fato, ouvir o menor é uma das formas de aplicar o referido instituto, entretanto, não se deve confundir a guarda compartilhada com a guarda alternada, sendo esta última uma construção doutrinária que garante ao menor o direito de residir na casa de ambos os pais.
Assim sendo, em hipótese alguma o menor poderá ser crucificado pelo fim do casamento, devendo ser observado o melhor interesse da criança, prevalecendo a sua integridade física, educacional e psicológica.
Vale destacar que a guarda compartilhada, nada mais é do que a divisão de obrigações com o menor, possuindo ambos os pais “voz ativa” para determinar o que é bom ou não para o filho.
Contudo, na guarda unilateral, apenas uma das partes poderá optar pelo o que é certo ou errado para o menor, responsabilizando-se integralmente e de forma singular pelas atitudes deste.
Nesta seara, apesar de muitos profissionais entenderem de forma diversa, podemos concluir que não existe apenas guarda compartilhada, podendo sim ser decretada a guarda unilateral há qualquer dos pais, desde que estes preencham as melhores condições para satisfazer o princípio do melhor interesse, garantindo ao menor proteção integral a saúde, educação e segurança.
Por fim, caso reste caracterizado que ambos os pais não possuam as qualidades para a proteção do menor, o Estado poderá interferir e destituir o poder familiar, colocando o menor em família substituta sob o fundamento da proteção integral e do melhor interesse da criança ou adolescente.


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André Marques - OAB/PR 73.242


segunda-feira, 18 de julho de 2016

Campanha de Inverno Solidário 2016

A Campanha de Inverno Solidária 2016 do Núcleo Jovem aconteceu nos meses de maio e junho.

O objetivo da campanha era arrecadar o maior número de peças de inverno que seriam doadas a instituições carentes da cidade, ajudando a amenizar o frio rigoroso de pessoas necessitadas.

Assim, o período de arrecadação se deu entre os dias 10 de maio e 10 de junho, com pontos de recebimento de doações na sede da OAB Londrina, salas da OAB nos fóruns de Londrina, Cambé, Ibiporã e Rolândia, bem como pelos membros da subcomissão da Campanha.




Para começar com o “pé direito”, houve uma festa de lançamento da campanha, no dia 11 de maio de 2016, no Folks Pub Sertanejo, nosso parceiro em diversos projetos. Neste dia, quem doasse um agasalho ou cobertor seria isento da taxa de entrada, e, mais uma vez, a festa foi um sucesso, tendo sido arrecadados mais de 40 agasalhos.







Posteriormente, a subcomissão da Campanha de Inverno continuou se esforçando na arrecadação, e o resultado foi incrível, sendo quase mil peças arrecadadas!!!

As peças recebidas foram encaminhadas a sete instituições, quais sejam:

- Lar das Vovozinhas Gilda Marconi;
- Fraternidade de Aliança Toca de Assis;
- APP Vida: Associação Projeto Pão da Vida;
- Centro de Educação Infantil Professora Helene Campregher (Creche Santa Fé);
- Casa do Caminho; 
- Lar Anália Franco;
- Casa do Bom Samaritano;

As doações puderam ajudar ainda a família do menino Petrus, que após um afogamento está em estado de coma, sendo que seus pais, deixando de trabalhar para prestar assistência 24h ao filho, tem passado por grandes dificuldades.
(Deixamos, inclusive, nosso apelo aqueles que tiverem interesse de ajudá-lo, através do contato de sua mãe, Nayla, pelo telefone 9677-5284).











É um orgulho novamente observamos que atitudes simples podem gerar resultados importantíssimos quando há dedicação!

Assim, agradecemos a cada doação, que fizeram toda a diferença e resultaram em dias mais quentes e felizes para diversas pessoas.

Agradecemos ainda a todos os membros da subcomissão da campanha de inverno, que se dedicaram e disponibilizaram para que a campanha acontecesse e fosse concretizada tão bem.


Nossos agradecimentos em especial à coordenadora da Campanha, Dra. Ludmila Uliani, e à coordenadora da subcomissão de apoio filantrópico, Dra. Vanessa Machado Armelin.

Até a próxima...